Hoje, Alcanede ficou mais pobre. Partiu o Vitinho, o nosso Vitinho, e custa acreditar que uma vila inteira terá agora de se habituar à ideia de viver sem ele.

O Vítor Rosa, como poucos lhe chamavam, foi muito mais do que uma figura conhecida. Era um símbolo da simplicidade, da boa disposição, daquelas pessoas que, mesmo sem muito, davam tudo. Humilde como poucos, passou por dificuldades, mas nunca perdeu o sorriso nem a capacidade de enfrentar a vida à sua maneira, com coragem e dignidade.

Era quase impossível falar de Alcanede sem que o nome do Vitinho viesse à conversa. Estava em todo o lado, nas ruas, nos eventos, nos encontros espontâneos que fazem a alma de uma terra pequena. E sempre com aquele olhar genuíno que o tornaram querido por todos.

Para nós, no Portal de Alcanede, o Vitinho foi também um amigo. Gostava de se ver nas fotografias do seu Portal, e muitas vezes fazia questão de aparecer, com o seu jeito único, sempre pronto para mais uma pose, mais um sorriso, mais uma presença.

Hoje, perdemos um amigo, um vizinho, uma parte da identidade da nossa vila. Mas o Vitinho fica, fica na memória coletiva, nas histórias partilhadas, e nas saudades que já se fazem sentir.

Até sempre, Vitinho.

Dos teus amigos Paulo Coelho e Carlos Coelho